Embora o correio eletrônico (conhecido popularmente por e-mail) seja mais antigo do que a própria internet, a utilização desta ferramenta para envio e recebimento de mensagens, fotos e documentos é comum até os dias de hoje. De acordo com dados da iContact, 92% dos internautas já possuem e-mail. Muitos de nós temos até mais de um endereço: os comprometedores, da época de adolescência, e os mais sérios, depois que reconhecemos a #vergonhaalheia.

Sabendo desta afinidade entre internauta/e-mail, diversas empresas enxergaram oportunidades de utilizá-la também como mais uma ferramenta para suas campanhas de marketing. Em 2013, 44% das pessoas que receberam e-mail promocional em sua caixa de entrada realizaram ao menos uma compra. Há empresas em que até ⅓ das vendas vieram de suas campanhas de e-mail.

Mas quando toda sua dedicação vai como uma bala direto para a caixa de Lixo Eletrônico (spam) do internauta, quem é o culpado? A verdade é que este não é um fato raro, afinal o Brasil está entre os países com a pior taxa de entrega do mundo (apenas 67%, segundo dados da Return Path). A resposta não é tão simples e é muito importante que sejamos detalhistas sobre todo o processo antes de apontarmos de quem é a culpa, que erroneamente atribuimos sempre a plataforma ou até ao “serviço”.

Para certificar-se de que tudo está nos trilhos, confira 6 dicas e seja assertivo em suas campanhas de E-mail Marketing:

1)  Mailing: De onde vieram estes e-mails que você tem em seu banco de dados? De fato eles estão interessados em receber informativos de sua empresa (chamamos aqui de opt-in), ou são contatos avulsos que você foi encontrando aqui e acolá, ou até chegar a pontos extremos de comprar/alugar listas de e-mails que oferecem milhares de endereços sem procedência?

Importante: A compra de lista de e-mails é uma prática antiética que fere as normas do CAPEM (Código de Auto-regulamentação Para Prática de E-mail Marketing). Além de comprometer os resultados de suas campanhas, você poderá ser notificado com uma advertência ou até ter o seu domínio cancelado.

2) ESP (Email Server Provider): Escolher uma boa plataforma para gerenciamento e envio de suas campanhas é fundamental. Hoje em dia podemos encontrar diversos ESPs, com preços e funcionalidades que possam atender a sua necessidade. Não olhe somente para as mais baratas, com preços fora do que é cobrado no mercado. Fique atento aos clientes que a utilizam, depoimentos de usuários, funcionalidades, suporte, etc.

3) Sua mensagem: Seja claro, intuitivo e direto em suas mensagens. A relevância no conteúdo é fundamental para que desperte interesse no internauta para que ele abra o e-mail e cumpra o objetivo desejado (um clique em “comprar”, executar um download, preencher um formulário, etc.). Escolha um título atrativo e possibilite a troca de informações e a maior interação, seja através do próprio e-mail ou posteriormente por website, blog, telefone, etc. Utilize o Teste A/B para entender qual tipo de mensagem gera mais interação com o internauta. Ele servirá como uma bússola para que você saiba como elaborar seus próximos e-mails.

4) Estrutura HTML – Pense mobile: Atualmente, mais de 38% abrem e-mail através de dispositivos móveis (smartphones e tablets). Ter um e-mail que seja adequado também a estas plataformas virou uma obrigação para quem quer otimizar os seus resultados. Construa um código (para e-mail marketing sempre falamos em HTML) que possa adaptar-se aos dispositivos e respeite as normas da antispam.org.  Evite imagens pesadas, com tamanhos que gerem barra de rolagem horizontal, e procure um equilíbrio em imagem/texto (ideal 50% x 50%.). Antes de efetuar os disparos, faça diversos testes para verificar como o internauta receberá sua mensagem. Seja para diversos dispositivos ou para e-mails do Yahoo, Gmail, Outlook, Bol, etc.

5) Frequência: Não seja um destinatário que encha a caixa de e-mails de seus contatos com propaganda (spam). Estude a melhor frequência de envios semanais e tenha consciência de que quantidade nem sempre anda junto com a qualidade. Entenda de quanto em quanto tempo seu mailing quer receber suas mensagens e trabalhe em cima destes dados.

6) Análises: E-mail marketing não é só divulgação, e sim um método de conhecer o cliente e suas preferências. Meça os retornos, a taxa de e-mails abertos, quais assuntos renderam mais, etc. Resumindo: utilize os dados e informações a seu favor.

Caso alguma dessas dicas não esteja ao seu alcance, não cometa erros. Procure um profissional ou agência especializada para fazer a gestão de suas campanhas de E-mail marketing para que possa ter melhores resultados.

About The Author

Analista de Mídia Online Pleno na agência Mídia Next, entusiasta do marketing digital certificado pelo Google em "Rede de Pesquisa Avançada"​ e especialista em "E-commerce para Pequenas Empresas" pela GS&MD | Ecommerce School, reconhecido pela ABCOMM (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).

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