Projetar um novo ambiente de informação como sites, sistemas e portais exige dinamismo e visão sistêmica junto às diferentes disciplinas que compõem o planejamento, de forma alinhar tecnologia, conteúdo e usuário sobre os objetivos da empresa e do investimento, e não somente sobre uma necessidade momentânea, ferramenta de mercado ou solução milagrosa.

Conceitos, métodos ultrapassados e verdades absolutas, podem trazer resultados pouco expressivos, sem impacto e sem seu investimento justificado, além de inúmeros problemas na condução do projeto durante a fase de desenvolvimento, onde as mudanças e ajustes na estratégia aumentam consideravelmente os custos e o tempo de desenvolvimento.

Em meio a isso, como pensar novos ambientes, investir e ter resultados em um cenário propenso a rápidas mudanças e repleto de tomada de decisões que impactam no futuro?

Um bom planejamento é a melhor maneira de iniciar um projeto, pois se bem executado, traz ao exercício do trabalho, o tratamento de diferentes pontos críticos que norteiam a solução, antecipando situações, testando hipóteses, mapeando riscos e principalmente, definindo critérios de auxilio nas tomadas de decisão.

Apenas como um rápido exercício, para exemplificar, podemos refletir sobre alguns pontos, vejamos:

Tecnologia: Plataformas robustas de alto custo e performance, hoje competem com ferramentas escalonáveis, de baixo custo, adaptadas a necessidades específicas das empresas e de interface amigável. Desenvolver ou se adaptar a algo pronto?

Perfil do Usuário: Usuários de uma geração com postura exploratória, dedicada, com modelo de consumo e procura de informações previsíveis, hoje se misturam a uma geração de usuários dispersos, exigentes, selecionadores de conteúdo e adaptados a recursos alternativos de navegação e busca.

Procura por conteúdo: Estruturas que refletiam um modelo físico de organização e rotulação são preteridas por palavras-chave, folksonomia (classificação do usuário) e disponibilidade no momento que são relacionadas (cross-content).

Ambiente: O site como centralizador de informações “oficiais” mistura-se com perfis e menções desejadas e indesejadas nas redes sociais.

Arquitetura de Informação: Refletir a estrutura de organização da empresa ou a forma na qual o usuário compreende a mesma?

Mobilidade: Investir em versões adaptáveis a diferentes plataformas e/ou investir em versões específicas para cada plataforma?

Gestão de conteúdo: A gestão centralizada em uma equipe facilita a padronização e garantia de qualidade, mas pode centralizar e não gerar a velocidade desejada. A gestão compartilhada prove autonomia e velocidade, mas pode dificultar a padronização e garantia da qualidade.

As reflexões são válidas?  Já teve experiências com alguns dos pontos? Quais outros pontos devem ser considerados?

Reflita!
Thiago Macedo

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Gerente de Projetos

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