Pela primeira vez a Microsoft dá um passo à frente na Web. Será que o Bing mudará o modelo dos buscadores?

Microsoft Bing

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A Microsoft anunciou o Bing no ultimo dia 28 de maio, seu novo buscador que veio para substituir o live.com e enfrentar o Google. E pela primeira vez, em minha opinião, a Microsoft deu um passo certo e a frente de seu maior concorrente. Acho que todos perceberam que o Google demorou a se pronunciar, o Bing foi uma surpresa até mesmo para eles, apesar do CEO do Google dizer “Não acho que a chegada do Bing vá mudar o que estamos fazendo.”

Coincidência ou não, o Google lançou o Google Squared, que demonstra a primeira aventura do buscador na Web 3.0, a web semântica, que estrutura informações não organizadas vindas de diferentes fontes para formar uma representação padronizada dos resultados.

Mas voltando ao Bing, pelos testes que eu fiz, o novo buscador contextualiza melhor os resultados e traz maior relevância na forma de buscar. Segue abaixo as minhas perspectivas de como o Bing se diferencia dos outros buscadores.

  • O Bing é focado em entregar respostas, não um monte de páginas e links. Para o Bing, “menos é mais”. Uma pesquisa da Forrester Research, diz que o Bing foi desenvolvido para ajudar os usuários a tomarem decisões e não somente entregar um catálogo de páginas. Por isso também que o Bing possui divisões claras em turismo, filmes, saúde, presentes, entre outros.
  • O Bing organiza o resultado pela relevância do usuário e não por algoritmo. Usando uma pesquisa de quais tipos de resultados se provam ser relevante para os usuários, a Microsoft organizou a interface do novo buscador para entregar conteúdo de valor, permitindo o usuário filtrar o conteúdo pelas suas principais características.

O que muda para quem anuncia em buscadores?

  • Mais qualidade – A maioria dos anunciantes compra somente no Google e Yahoo porque a Microsoft “tem” somente 8% de audiência no mercado de buscas. Não é o suficiente para valer o investimento dos anunciantes. Mas com o lançamento do Bing, a Microsoft já cresceu 1,7 ponto percentual entre os buscadores, saltando de 13,8% para 15,5% no período analisado, e em sua semana de estréia ele ultrapassou o Yahoo e ficou em segundo lugar em buscas. Portanto, em minha opinião é uma questão de tempo para as pessoas usarem e sentirem maior relevância através do Bing.
  • Uma nova necessidade de SEO – Ao invés do Bing mostrar todos os sites que correspondem ao algoritmo de busca, ele mostra somente três resultados para uma subcategoria relacionada a busca. Por exemplo, ao buscar “U2″ o Bing organizará os resultados em subcategoria como “songs”, “tickets”, “merchandise”, “dowloads”, “interview”, “vídeos”, entre outros. Isso significa que as estratégias de SEO precisarão ser revistas para se ajustarem as subcategorias ao invés de focar somente na palavra buscada.
  • Os buscadores irão se tornar portais de informação – Os buscadores têm sido usados como um portal para o conteúdo na web. Mas, como um buscador que ajuda nas decisões, o Bing introduz uma busca que realmente entrega conteúdo sem mandar o usuário para outro site. Ao procurar um celular, por exemplo, dá até para comparar os preços dentro do próprio Bing, sem a necessidade de entrar no site destinatário.

De acordo com a Forrester, eles esperam que os outros buscadores sigam o Bing, e isso significará ao mercado um aumento no custo dos anúncios. O que vocês acham?

Para explorar o Bing eu recomendo o fazer na versão em inglês. Em português muitas dessas características não aparecem.

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