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Web 2.0 além do buzz – dá para sair do hype e entregar ROI?

por Rafael Kiso em e-Business - 01/03/07.

Como diversas tecnologias emergentes, a Web 2.0 continua a atrair mais teorizadores do que disseminar seus conceitos, entregar ROI e sair do hype. Em uma matéria da Reuters publicada pela Revista Info, diz que a Web 2.0 é sucesso que não gera receita. Nesta matéria o foco é os sites como YouTube, Flickr, MySpace e del.icio.us, no qual são sites quase que exclusivos para jovens em busca de entretenimento digital. Até recentemente, muitos aspectos da Web 2.0 foi focado nos consumidores. E é por esse motivo que eu escrevo este artigo, para mostrar, através de minhas pesquisas e experiências, a real importância da Web 2.0 para o mundo dos negócios.

Os negócios também precisam descobrir as vantagens de usar o conceito, tecnologias e ferramentas que a Web 2.0 traz com maior flexibilidade do que as aplicações tradicionais pré-encaixotadas. Enquanto uma definição precisa permanece obscura, irei mostrar as características comuns que tipicamente são compartilhadas por aplicações Web 2.0.
Web 2.0 te ajuda fazer mais com menos

Nem todas as ferramentas Web 2.0 são apropriadas para todas as situações de negócio, mas entender a composição dessas novas tecnologias pode ajudá-lo a decidir quais aspectos da Web 2.0 pode ter impacto em suas operações diárias. Quando você começar a pensar em aplicações web, a primeira coisa que você tem que analisar é como as pessoas estão se colaborando atualmente, e tentar automatizar e facilitar essa colaboração em uma aplicação web. Nesse sentido há uma nova geração de ferramentas e técnicas que pode te ajudar, isso inclui:

  • AJAX – Abreviação para “Asynchronous JavaScript and XML”. É uma técnica de programação que permite os browsers retornar dados dos servidores sem recarregar a página. Isso dá velocidade para as interações dos usuários com as aplicações como mapas e catálogos de compras. Por exemplo, o AJAX pode permitir os compradores clicarem em vários estilos e cores de uma roupa sem que a página se carregue novamente, como se fosse uma aplicação desktop.
  • Blogs – uma abreviação de “Web logs”, ele estão dando voz a todos na Internet. Embora eles geralmente sejam simples diários, algumas empresas usam esse meio para expressar sua liderança, seus pensamentos, desenvolvimentos, e garantir que todos da empresa e os consumidores entendam as novas direções e iniciativas. O Blog serve também como meio de descoberta sobre os seus próprios produtos e serviços através dos comentários dos consumidores.
  • Mashups – São mini aplicações web que combinam conteúdo de múltiplas fontes para criar uma nova aplicação. Por exemplo, uma concessionária rodoviária poderia mostrar em um único recurso a condição do tempo e do trânsito em diversos trechos da rodovia, nesse exemplo essa aplicação utiliza-se de fontes especializadas em condições do tempo, mapas e tráfego, que podem vir cada uma de uma fonte diferente e mostrar para o usuário de forma transparente e única.
  • RSS – Really Simple Syndication são feeds que permitem os usuários assinarem um conteúdo específico e receber automaticamente a cada atualização. Ao invés de ter que visitar diversos sites para verificar novas informações, os usuários podem ter todas as informações mostradas em um único dashboard, no qual pode ser extremamente útil para colaboradores que precisam de informações atualizadas em tempo real para tomar decisões. Por exemplo, poderíamos ter um RSS para cada categoria de um catálogo de produto, no qual quem assinar o feed, sempre terá o seu catálogo com preços e produtos atualizados, sem ter que entrar em contato com você.
  • Tagging – as tags foi originalmente popularizada pelos del.icio.us. O formato Tag usa palavras-chave ao invés de listas seqüenciais ou hierárquicas para achar categorias de assuntos. A saída é bem visual – as palavras mais populares aparecem maiores do que as outras menos populares. Isso faz com que tags sejam ideais para rastrear os interesses dos consumidores. Isso significa que a probabilidade de um usuário entrar no site procurando sobre o assunto que possui a palavra-chave maior é muito grande, e, portanto, isso facilita para ele ache o conteúdo de forma direta. No novo site da Focusnetworks nós aplicamos isso e pretendemos aplicar em diversos clientes.
  • Wikis – Os wikis são ambientes de autoração coletiva que permitem os usuários criarem, atualizarem e criarem vínculos com sites sem usar HTML ou qualquer outra linguagem. O melhor exemplo é a enciclopédia Wikipedia. Mas no ambiente corporativo, os wikis podem ser usados por múltiplas pessoas para atualizar e compartilhar conhecimento através da web.

O Software se tornou um serviço
O conceito de reusar conteúdo prontamente disponível, no qual geralmente é grátis na Internet, está também mudando as percepções de como o software deveria ser. Por usar ferramentas customizáveis como são os wikis ou sites como Google Maps, os softwares estão sendo substituídos por Web services. Os pacotes de softwares são tipicamente projetados para uma faixa pequena de usuários, já os Web services podem ser usados para múltiplas propostas. Para as PMEs, isso criar uma oportunidade atrativa de ter tecnologia disponível para ir de encontro com as necessidades de negócio.

Por exemplo, um gerente de logística necessita planejar a mais eficiente rota para enviar suas mercadorias paras as lojas no nordeste antes que uma chuva forte caia sobre a região. Usando um mashup, o gerente pode criar um dashboard em tempo real somente arrastando informações das condições do tempo fornecidas por um serviço do INPE, mapas online e as informações de estoque da empresa. Essa aplicação combinada pode então ajudá-lo a priorizar as entregas. Similarmente os vendedores poderiam usar um mashup para criar um dashboard que aponta os alvos de venda. Combinando informações de blogs, wikis e feeds de notícias com informações de contato dos clientes, o mashup resultante poderia fornecer um melhor entendimento dos interesses dos clientes.

A Web 2.0 ajudas as empresas preencherem os gaps e construírem novas potencialidades de negócios.
Enquanto o buzz pode fazer as possibilidades da Web 2.0 parecem infinitas, você deve se aproximar da Web 2.0 e usá-la como uma ferramenta de negócio que ainda precisa ser amadurecida para ter um efeito global nos negócios. Para encontrar maneiras de como essas ferramentas podem trazer vantagens competitivas para seus negócios, comece listando seus processos chave e procure por caminhos que os serviços Web 2.0 o ajudem a melhorar esses processos ou preencher os gaps.

Para concluir, tenha em mente que a Web 2.0 não é uma reinvenção da Web 1.0, se é que ela existiu, é na verdade uma evolução natural do mercado de tecnologia, por necessidades globais de aumentar os resultados dos negócios que utilizam o canal Internet.

O grande lance é que o mercado precisava de um termo que definisse a fase de evolução que a Internet está passando. Nesta fase o foco não está na tecnologia, está nas pessoas e o que elas podem fazer com essas novas tecnologias para aumentar a eficiência de seus negócios. Esse é o centro que devemos enxergar como revolução.

Rafael Kiso é sócio-fundador e Diretor de Tecnologia da Focusnetworks Brasil.
rafael.kiso@focusnetworks.com.br

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A Web 2.0 por trás do Firewall

por Rafael Kiso em e-Business - 01/11/06.

OS EXECUTIVOS DE TI ESTÃO ANSIOSOS PARA EXPLORAR A ONDA DA WEB 2.0

A recente aquisição de U$1.65 bilhões do Google Inc. pelo YouTube, o site mais popular de compartilhamento de vídeo da Internet, gera ansiedade para os negócios tentarem entender como podem aproveitar o poder das tecnologias e conceitos advindas com a Web 2.0.

Enquanto alguns deles esperam esse tipo de sucesso com ferramentas de colaboração social, muitos estão lançando blogs e wikis como parte de seu site corporativo. Muitos empregaram a técnica de programação AJAX dentro de seus sites, para torná-los mais interativos e navegáveis ou tentaram ter suas marcas mencionadas em sites como Digg e del.ici.us.

Os Blogs são, geralmente, a primeira tentativa das empresas em praticar o conceito Web 2.0. Mas muitos outros se esforçam para determinar como entrar nesse espaço. Os blogs parecem ser o ponto de partida e pelo seu histórico, ele parece ser o recurso mais fácil de ser implantado.

Além do aspecto social da Web 2.0 ser uma boa oportunidade para as empresas construírem suas marcas on-line, é ali no mercado corporativo que a real estratégia Web 2.0 começa a fazer sentido.

Em minha opinião, atualmente a maioria da empresas estão criando mais uma iniciativa tática do que estratégica para usar a Web 2.0. Eu escuto as empresas dizerem, “Nós criamos um blog. Nós estamos praticando a Web 2.0”. Isso significa que eles ainda não entenderam. Eles estão sendo muito tímidos e táticos.

Uma estratégia Web 2.0 deveria ser mais parecida com uma reengenharia e não um complemento do site.

Não pense muito sobre isso e crie essa iniciativa de mudanças nos processos do seu negócio. Dê ferramentas para seus colaboradores e eles poderão automatizar e reinventar seus processos. Permita que seus cliente e parceiros de negócios gerem várias idéias para o seu negócio. Permita-os fazerem uma reengenharia nos seus processos de negócio, porém de uma forma controlada.

A Web 2.0 na Intranet

Explore o conceito Web 2.0 dentro das empresas, o que significa usar ferramentas de colaboração pela Intranet somente pelos funcionários. Quando pensamos em diferentes tecnologias e onde elas podem se encaixar dentro de um conjunto de soluções, os wikis geralmente aparecem. Por exemplo, os engenheiros de uma empresa podem usar wikis para compartilhar idéias e conceitos com outros

engenheiros. Mas há certas considerações que precisam ser lembradas. O marketing também olhará e usará esses wikis para desenvolver  seu trabalho.

Levando a Web 2.0 para as Empresas

Andrew McAfee, um professor associado de tecnologia e gerenciamento de operações da Harvard Business Scholl, disse uma frase muito clara sobre a Web 2.0: “Some very useful things can emerge from these new modes of collaboration”.

McAfee, o qual clama a ser reconhecido pelo termo Enterprise 2.0, que se refere a utilização de Web 2.0 dentro de empresas (e atrás do firewall) para melhorar a colaboração, diz que isso será um fenômeno de negócios, maior que a própria TI, mas que a TI será essencial para o sucesso dessa nova geração.

Podemos levantar cinco recomendações dele para os gerentes de TI:

  • Fornecer um fórum ou plataforma onde os funcionários possam colaborar e se comunicar. Nota-se que os sistemas de gerenciamento do conhecimento (KM) já permitem esse tipo de atividade. Mas, diferente do sistema de gerenciamento do conhecimento tradicional, a colaboração Enterprise Web 2.0 é baseada nos funcionários. Os gerentes não ditam os termos dessa colaboração.
  • Preparar um wiki empresarial e demonstrar isso para pessoas influentes, ajudará o resto da empresa se interessar e usar o recurso.
  • Criar blogs internos para todos os funcionários e incorporá-los dentro de diretórios internos, para que assim, os usuários possam ver que há um blog.
  • Tentar preparar um sistema de bookmarking social, para que os usuários possam ver que tipo de conteúdo seus colegas estão “taggeando” na Internet.
  • Os CIOs precisam participar disso tudo desde o começo para garantir a integridade dessa plataforma.

Pelas clássicas medidas de performance do CIO, essas tecnologias não são atrativas. Elas não são terrivelmente caras, portanto você não precisa de uma grande verba para isso. E você não precisa de muita gente para manter os serviços. Se um CIO estiver interessado em construir novas capacidades e ajudar a empresa a fazer coisas que não podiam fazer antes, essas tecnologias são fantásticas. O acesso a essas ferramentas dentro da intranet pode criar um “ecosistema para feedbacks”.

Rafael Kiso é sócio-fundador e Diretor de Tecnologia da Focusnetworks Brasil.
rafael.kiso@focusnetworks.com.br

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