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Infográfico da Mídia Social
por Rafael Kiso em Geral - 11/02/11.
A Mídia Social cresceu além das expectativas nos últimos meses, com botões “curtir” ou “like” espalhados por toda a web e fazendo parte das nossas vidas. Veja quem gosta do que e como esses canais de mídia social estão nos impactando. Clique na imagem para ampliá-la.
Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital – Por Bento XVI
por Rafael Kiso em Geral - 25/01/11.
Cidade do Vaticano, 24 jan (RV) – Foi apresentada nesta segunda-feira, 24, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a Mensagem de Bento XVI para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado no dia 5 de junho de 2011, como tema “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digita”. Eis o texto integral
Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião do XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais, desejo partilhar algumas reflexões, motivadas por um fenómeno característico do nosso tempo: a difusão da comunicação através da rede internet. Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão a mudar não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está a nascer uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.
Aparecem em perspectiva metas até há pouco tempo impensáveis, que nos deixam maravilhados com as possibilidades oferecidas pelos novos meios e, ao mesmo tempo, impõem de modo cada vez mais premente uma reflexão séria acerca do sentido da comunicação na era digital. Isto é particularmente evidente quando nos confrontamos com as extraordinárias potencialidades da rede internet e a complexidade das suas aplicações. Como qualquer outro fruto do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano.
No mundo digital, transmitir informações significa com frequência sempre maior inseri-las numa rede social, onde o conhecimento é partilhado no âmbito de intercâmbios pessoais. A distinção clara entre o produtor e o consumidor da informação aparece relativizada, pretendendo a comunicação ser não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha. Esta dinâmica contribuiu para uma renovada avaliação da comunicação, considerada primariamente como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas. Por outro lado, isto colide com alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interacção, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo.
Sobretudo os jovens estão a viver esta mudança da comunicação, com todas as ansiedades, as contradições e a criatividade própria de quantos se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências da vida. O envolvimento cada vez maior no público areópago digital dos chamados social network, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio e por conseguinte, inevitavelmente, coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser. A presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de «amizades», confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio «perfil» público.
As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas exige também uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos possíveis riscos. Quem é o meu «próximo» neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo «diferente» daquele onde vivemos? Temos tempo para reflectir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras? É importante nunca esquecer que o contacto virtual não pode nem deve substituir o contacto humano directo com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida.
Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias dos social network mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica. Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. Comunicar o Evangelho através dos novos midia significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. Aliás, também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele (cf. 1 Pd 3, 15).
O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos estar cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua «popularidade» ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos esforçar-nos mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la aceitável, talvez «mitigando-a». Deve tornar-se alimento quotidiano e não atracção de um momento. A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objecto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso permanecem fundamentais as relações humanas directas na transmissão da fé!
Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web está a contribuir para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10). A proclamação do Evangelho requer uma forma respeitosa e discreta de comunicação, que estimula o coração e move a consciência; uma forma que recorda o estilo de Jesus ressuscitado quando Se fez companheiro no caminho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35), que foram gradualmente conduzidos à compreensão do mistério mediante a sua companhia, o diálogo com eles, o fazer vir ao de cima com delicadeza o que havia no coração deles.
Em última análise, a verdade que é Cristo constitui a resposta plena e autêntica àquele desejo humano de relação, comunhão e sentido que sobressai inclusivamente na participação maciça nos vários social network. Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia. Pelo contrário, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida. Precisamente esta tensão espiritual própria do ser humano é que está por detrás da nossa sede de verdade e comunhão e nos estimula a comunicar com integridade e honestidade.
Convido sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital. Renovo-lhes o convite para o encontro comigo na próxima Jornada Mundial da Juventude em Madrid, cuja preparação muito deve às vantagens das novas tecnologias. Para os agentes da comunicação, invoco de Deus, por intercessão do Patrono São Francisco de Sales, a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupulosa profissionalidade, enquanto a todos envio a minha Bênção Apostólica.
Vaticano, Festa de São Francisco de Sales, 24 de Janeiro de 2011.
[Benedictus PP XVI]
Fechamento de 2010: Revisão da Web Social
por Rafael Kiso em Geral - 07/01/11.
Encerramos 2010 com muita atividade na web social. Eu reuni neste post os principais elementos para fazer um fechamento do que foi esse ano que se encerrou, inspirado num post da SocialMediaToday. Eu espero que este ano de 2011 seja repleto de inovações e realizações para todos nós!
Vamos começar pelo compartilhamento de conteúdo.
Compartilhando 2010
O site AdThis compartilhou algumas informações através deste infográfico sobre como, quando e onde nós compartilhamos conteúdo. O Facebook representou 44% de toda atividade. Gmail e StumbleUpon tiveram um ótimo crescimento de 394% e 254% respectivamente.
(via Web Analytics World Blog)
Bonus: Mashable’s 19 of the Best Infographics from 2010
Ranking das palavras-chave mais buscadas em 2010
Não é nenhuma surpresa que o termo “Facebook” ficou no topo dos termos mais buscados. Além do fato do ranking ainda apresentar variações do termo “Facebook”. No ano de 2009 os termos “Yahoo! Mail” e “google” eram os chefes desse ranking.
Fonte: Experian Hitwise’s analysis of the top 100 search terms for 2010
Top YouTube vídeos em 2010
“Os vídeos mais vistos no YouTube em 2010 refletem as pessoas, lugares e eventos que capturaram nossa atenção e imaginação ao longo do ano.” Disse a Mia Quagliarello, Gerente de Comunidades do YouTube. “YouTube se tornou um lugar onde a cultura é criada e compartilhada. É um sinal da importância do crescimento do YouTube como uma plataforma para criação de conteúdo”
Veja os vídeos mais vistos no YouTube em 2010.
Bonus: Melhores blogs de 2010
Fonte: TheNextWeb
Revisão do Twitter em 2010 – os 10 tweets mais poderosos
Belo trabalho do Twitter nesse artigo The 10 Most Powerful Tweets of 2010. Isso impactou e demonstrou como o Twitter é incrivelmente poderoso como uma rede de informações em tempo real.
E como não podia faltar, vamos falar de 2011!
Tendências para o Marketing em Mídias Sociais em 2011
O trendwatching.com identificou 11 tendências cruciais para 2011. Algumas das tendências estão diretamente ligadas ao marketing nas mídias sociais em 2011.
Algumas das tendências incluem teorias como Urbanomics, Pricing Pandemonium, Online Status Symbols, Social-lites and Twinsumers e Planned Spontaneity.
“Social Monopoly” – O banco imobiliário das redes sociais
por Carolina Cruz em Planejamento Estratégico, social business - 11/08/10.
A edição da Information Week Brasil de julho trouxe uma matéria sobre redes sociais com um layout do qual faz alusão a um dos jogos mais famosos no mundo: o Monopoly. Sim! Aqui no Brasil é o bom e velho Banco Imobiliário, onde uns jogadores ficam ricos e outros vão à falência. Simples assim. No jogo, porque na vida real passar de uma casa a outra requer planejamento estratégico de verdade.
Atualmente, 87% dos 37 milhões de internautas ativos brasileiros utilizam redes sociais. Isto acontece porque a mecânica desta nova mídia é mais dinâmica, podendo-se mensurar em tempo real o resultado de uma ação e obter de maneira fiel um feedback de seu público através de interações e manifestações produzidas pelos usuários.
Entretanto, ingressar neste novo método de comunicação não é apenas criar um Twitter e levar ao pé da letra a pergunta “O que você está fazendo?” A presença digital é muito mais que mero perfil é manter uma conversa relevante, saber ouvir, desenvolver visão de conteúdo, saber diagnosticar o ponto a ser melhorado e planejamento. Muito planejamento.
A proposta deste “Social Monopoly” é apresentar as boas práticas das empresas nas redes sociais. Embora as dicas expressas na matéria sejam bem triviais, visando que muitos de nós tenhamos consciência do provérbio contemporâneo das mídias sociais “não faça no Twitter o que você não faria na vida real”. No entanto, se considerarmos a referência ao banco imobiliário, o potencial das redes foi bem explorado. Afinal, a empresa que cair na casa errada está fadada a voltar ao início ou ter o acesso à rede bloqueado.
ROI em Ações de Mídia Social
por Rafael Kiso em Planejamento Estratégico, social business - 29/07/10.
Algumas empresas como a Dell, Starbucks, IKEA, P&G, já entenderam como ter real retorno sobre investimento através das mídias sociais, e já conseguem provar que vale investir nisso. De forma bem resumida a Dell se destaca com o Dell Outlet no Twitter e com seu Idea Storm, que já geraram milhões para a empresa, a P&G com sua comunidade BeingGirl.com é 100 vezes mais efetiva em vendas do que através de comerciais na TV.
Poucos conseguem traçar uma linha de base do antes de depois da mídia social e seus impactos financeiros, mas muitas empresas ainda não. Isso não significa que ações em mídia social são ineficazes. Isso significa que em diversos casos as empresas precisam reconhecer os benefícios que vão além do aspecto financeiro. Portanto, podemos tratar como ROI par mensurar aspectos financeiros e ROE para mensurar aspectos não financeiros, ou seja, mensurar engajamento. Veja mais sobre isso no post Sustentabilidade da Empresa através do Social Business.
Eu volto nesse assunto, pois li recentemente um post no blog do Augie Ray, analista da Forrester, que vai ao encontro do meu modelo de analisar o impacto das mídias sociais através do Balanced Socrecard. No post dele, ele considera ROI os impactos financeiros e não financeiros, e trata o ROE como um indicador de que a empresa está fazendo algo para criar valor que pode trazer algum resultado financeiro a longo prazo. Concordo com ele, mas eu ainda prefiro deixar claro a divisão de ROI e ROE.
A minha abordagem de Social Business através do Balanced Scorecard, também pode ser interpretada através da perspectiva do Augie. Veja:
- Financeiro: Houve aumento no faturamento ou lucro, ou os custos foram reduzidos?
- Marca: As atitudes dos consumidores em relação a sua marca estão cada vez melhores?
- Gerenciamento de Risco: A empresa está mais bem preparada para escutar e responder aos ataques ou problemas que afetam sua reputação?
- Digital: A empresa conquistou ativos digitais?
Através dessa perspectiva, as empresas poderão avaliar os benefícios dos diversos conjuntos de ações no curto e no longo prazo, financeiros e não financeiros. Dessa forma há como alinhar as métricas com todos os objetivos corporativos e não só as vendas ou só o engajamento. Com essa matriz é possível ter um consenso para os investimentos em mídia social e adotar de vez o átomo social no seu DNA.






