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Movimento Ascendente – Entrevista para Meio & Mensagem

por Rafael Kiso em Planejamento Estratégico, e-Business - 03/02/09.

Meio & Mensagem

Esta semana fui entrevistado pelo Meio & Mensagem para fazer uma análise retrospectiva de 2008 e falar um pouco sobre as tendências para 2009.

Na matéria completa no M&M há opiniões de outros players do mercado e abaixo publico a íntegra da minha entrevista.

Meio & Mensagem (M&M): Como foi a evolução e amadurecimento no uso de canais digitais em 2008?
Rafael Kiso (RK): Os números mostram que a Internet é o meio que mais cresce entre todas as mídias. 2008 foi o ano do amadurecimento da Web 2.0 como conceito de mudança de comportamento. Grandes empresas investiram em ambientes colaborativos, blogs e ações que chamaram o consumidor para uma conversa mais inteligente e bidirecional.

M&M: O crescimento da agência superou as expectativas inicias? Se sim, a que atribui o resultado?
RK: Sim. No início do ano trabalhávamos com um crescimento planejado de 40%, conforme as projeções mostravam, e crescemos 60%. Esse incremento se deu porque, graças à nossa qualificação em trabalhar a Web 2.0, vencemos as concorrências abertas pela SUN-MRM, empresa do grupo McCann Erickson, e conquistamos duas contas internacionais de peso como Intel e GM (General Motors), que procuravam um trabalho inovador para atingir a geração Y.

M&M: Quais clientes foram conquistados em 2008 com foco em digital?
RK:General Motors, Intel, Embraer, Kopenhagen, Paris Filmes e OceanAir Táxi Aéreo.

M&M: Quais os principais cases digitais de 2008?
RK: Sem dúvidas foram:

  • Intel
  • Eres um Geek (Facebook) – QuizGame para a América Latina com conteúdo criado pelo usuário.
  • Virtual Global Race (VGR) – Competição on-line baseada no GP Brasil de Fórmula 1, que permitia aos jogadores virtuais darem a volta ao mundo, valendo prêmios, entre eles assistir a corrida na Daslu (atingimos a marca de 30 mil usuários no jogo)
  • GM
  • Chevrolet On The Road Again – Plataforma colaborativa de roteiros e experiências de viagem para a Geração Y

M&M: Como está vendo as tendências de formatos para 2009? O que ainda falta evoluir e o que está chegando agora?
RK: Este ano será voltado para as mídias emergentes, que configuram essa nova web, como widgets, aplicações em redes sociais e mobile, que dão sequência à socialização das marcas perante seu público e permitem criar relevância no ambiente certo. A tendência mostra claramente que 2009 será repleto de formatos sociais, para socializar a marca (open brand). Começando pelas tecnologias emergentes:

  • Microbloging – esse formato está em ascensão e 2009 será o ano de evolução, descobertas e muita criatividade em cima dele.
  • Social Search – O Google já tem experimentado isso e a tendência é o SEO evoluir para atender essa nova forma de busca.
  • Folksonomia e Social Tagging – São termos que irão evoluir muito e as pessoas vão passar a usá-los de forma mais intuitiva e correta. Veja o caso do site da ESPN Brasil.
  • Ad Widgets – Nos EUA esse formato já está começando a dominar, e acredito que no Brasil aconteça o mesmo, só que para isso as agências terão de entender um pouco mais de tecnologia.

M&M: Quais as metas para 2009?
RK: Pode ser um ano determinante para o amadurecimento e evolução dos canais digitais e das agências digitais.
O ano de 2009 será fortemente impactado pela conseqüência da crise econômica mundial, ainda mais para as agências que atendem clientes internacionais. Porém, para o mercado digital a crise pode ter um efeito positivo. As pesquisas mais recentes da Forrester Research apontam que os principais anunciantes irão reduzir na média 3% de sua verba, e redimensionar a distribuição dos investimentos na pizza. Porém, o meio on-line deve ter sua fatia ampliada, tomando partes dos outros meios como TV, Revista, Jornal e Rádio, por ser um meio onde se faz mais com menos e com métricas.

Devido a esse cenário futuro, as metas da Focusnetworks são aumentar a sua visibilidade no mercado interno e externo, e crescer organicamente até 45%.

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Profissionais off-line ou on-line na TV DIGITAL?

por Marcio Hanashiro em e-Business - 01/11/06.

Hoje as empresas estão se organizando e utilizando ainda mais o planejamento digital, ou seja, o site de negócios começa a fazer parte de toda corporação que se torna uma porta para o cliente e para os seus colaboradores.  Com a chegada da TV Digital Interativa é criada a necessidade de abrir mais uma porta, dessa vez o grande desafio é juntar profissionais off-line e on-line para criar novas experiências direcionadas para um público tradicional de tv.

No meio off-line, a meta é atingir a maior quantidade do público determinado pelo profissional de mídia, utilizando as transmissões de TV, rádio, anúncios em jornais e revistas, outdoors, panfletos, cartazes e outros. Lembrando que a televisão, dentre os veículos de comunicação em massa, é o que gera maior impacto. Nesse meio os projetos são bem flexíveis na hora da produção, em todos os passos é possível mudar alguma coisa, saber improvisar e gerar idéias de maneira rápida e simples são as principais habilidades desse tipo de profissional.

Já no meio on-line, são criadas experiências diretas que realçam a presença de uma empresa, profissional, pessoa, ou mesmo uma idéia utilizando ferramentas interativas. Nesse ponto é importante esclarecer que a interatividade é o que possibilita ao indivíduo afetar e ser afetado por outro indivíduo numa comunicação.

O meio on-line, devido às novas tecnologias, acabou transformando os profissionais que trabalham com a internet em profissionais multimídia. O profissional on-line participa de varias etapas do projeto, é comum em uma célula de criação para web que um profissional, além de programação, também tenha conhecimentos em vídeo, áudio e animação.

Ao contrário do meio off-line, o planejamento de um projeto para TV Digital Interativa deve ser seguido do inicio ao fim, mudanças de escopo criam uma seqüência de alterações que implicam em mais tempo e mais dinheiro gasto na produção. As aplicações interativas na TV Digital serão desenvolvidas usando linguagens de programação mais complexas, isso exige um planejamento eficiente e torna o processo de produção menos flexível, costumes como mudar o roteiro no meio das filmagens não existirão mais, por exemplo.

O planejamento para aplicações interativas na TV Digital, se aproxima muito do planejamento de projetos on-line, o que gera uma grande oportunidade para o mercado desenvolvedor web e seus profissionais. Portanto, poderemos ter a chance de uma agência pequena se tornar parte de uma grande agência, pois as maiores agências podem não contratar profissionais para trabalhar nesse novo meio e comprar ou terceirizar agências menores especializadas nisso.

Eu acredito que com a convergência dos dois meios, a porcentagem do bolo publicitário da TV Digital vai ser enorme e devemos nos preparar para que todo investimento seja aproveitado com o máximo de eficiência, ao contrário do inicio da internet, onde não existia confiabilidade e nem experiência. Teremos um novo meio, porém com muita experiência.

Marcio Hanashiro é Designer Gráfico da Focusnetworks Brasil.
marcio.hanashiro@focusnetworks.com.br

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