e-Business
Novas Perspectivas sobre a Inovação para o Brasil
por Rafael Kiso em Projetos, Tecnologia, e-Business - 13/07/09.

Nesta semana será lançado o movimento da sociedade Novas Perspectivas sobre Inovação para o Brasil. A iniciativa nasceu da Mobilização Empresarial para a Inovação (MEI) da CNI – Confederação Nacional da Indústria. O evento de lançamento será no dia 15 de julho, das 9h00 às 16h30, na ESPM, rua Dr. Álvaro Alvim, 123 – São Paulo/ SP.
A iniciativa tem como objetivo influenciar positivamente a agenda do empresariado brasileiro através da construção de um ponto de vista sobre os desafios estratégicos e propostas de como promover a inovação no Brasil. “Todos sabemos hoje que inovação é o motor principal da competitividade das empresas, dos países e o tema não pode ficar de fora da agenda nacional nem ser trabalhado de forma desarticulada”, afirmam os idealizadores da iniciativa.
O evento reunirá formadores de opinião de diversos segmentos da sociedade, “ativistas” da inovação nas áreas de tecnologia, publicidade, pequenos e médios empreendedores, advocacia, pesquisa, design, industrial, financeira, educação, consultoria, entre outras. A intenção é estimular um diálogo construtivo, começando neste dia 15 de julho e que deverá se estender por meio de redes sociais colaborativas na internet até meados de agosto, quando será entregue um “white paper” conclusivo para a CNI e para a mídia brasileira.
A Symnetics atuará como facilitadora da iniciativa, que conta ainda com o apoio da ESPM, que sediará o encontro, e a Focusnetworks, empresa de tecnologia que irá fornecer a plataforma da rede social colaborativa para a discussão dos desafios estratégicos e construção de propostas por voluntários de todo o país. André Coutinho, sócio-diretor da Symnetics, Martha Terenzzo, diretora da ESPM, e Rafael Kiso, sócio-fundador da Focusnetworks são os idealizadores da iniciativa.
As inscrições são limitadas e os interessados em participar do evento devem enviar um e-mail com nome, empresa, cargo e telefone para core@activisti.am.
Movimento Ascendente – Entrevista para Meio & Mensagem
por Rafael Kiso em Planejamento Estratégico, e-Business - 03/02/09.

Esta semana fui entrevistado pelo Meio & Mensagem para fazer uma análise retrospectiva de 2008 e falar um pouco sobre as tendências para 2009.
Na matéria completa no M&M há opiniões de outros players do mercado e abaixo publico a íntegra da minha entrevista.
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Meio & Mensagem (M&M): Como foi a evolução e amadurecimento no uso de canais digitais em 2008?
Rafael Kiso (RK): Os números mostram que a Internet é o meio que mais cresce entre todas as mídias. 2008 foi o ano do amadurecimento da Web 2.0 como conceito de mudança de comportamento. Grandes empresas investiram em ambientes colaborativos, blogs e ações que chamaram o consumidor para uma conversa mais inteligente e bidirecional.
M&M: O crescimento da agência superou as expectativas inicias? Se sim, a que atribui o resultado?
RK: Sim. No início do ano trabalhávamos com um crescimento planejado de 40%, conforme as projeções mostravam, e crescemos 60%. Esse incremento se deu porque, graças à nossa qualificação em trabalhar a Web 2.0, vencemos as concorrências abertas pela SUN-MRM, empresa do grupo McCann Erickson, e conquistamos duas contas internacionais de peso como Intel e GM (General Motors), que procuravam um trabalho inovador para atingir a geração Y.
M&M: Quais clientes foram conquistados em 2008 com foco em digital?
RK:General Motors, Intel, Embraer, Kopenhagen, Paris Filmes e OceanAir Táxi Aéreo.
M&M: Quais os principais cases digitais de 2008?
RK: Sem dúvidas foram:
- Intel
- Eres um Geek (Facebook) – QuizGame para a América Latina com conteúdo criado pelo usuário.
- Virtual Global Race (VGR) – Competição on-line baseada no GP Brasil de Fórmula 1, que permitia aos jogadores virtuais darem a volta ao mundo, valendo prêmios, entre eles assistir a corrida na Daslu (atingimos a marca de 30 mil usuários no jogo)
- GM
- Chevrolet On The Road Again – Plataforma colaborativa de roteiros e experiências de viagem para a Geração Y
M&M: Como está vendo as tendências de formatos para 2009? O que ainda falta evoluir e o que está chegando agora?
RK: Este ano será voltado para as mídias emergentes, que configuram essa nova web, como widgets, aplicações em redes sociais e mobile, que dão sequência à socialização das marcas perante seu público e permitem criar relevância no ambiente certo. A tendência mostra claramente que 2009 será repleto de formatos sociais, para socializar a marca (open brand). Começando pelas tecnologias emergentes:
- Microbloging – esse formato está em ascensão e 2009 será o ano de evolução, descobertas e muita criatividade em cima dele.
- Social Search – O Google já tem experimentado isso e a tendência é o SEO evoluir para atender essa nova forma de busca.
- Folksonomia e Social Tagging – São termos que irão evoluir muito e as pessoas vão passar a usá-los de forma mais intuitiva e correta. Veja o caso do site da ESPN Brasil.
- Ad Widgets – Nos EUA esse formato já está começando a dominar, e acredito que no Brasil aconteça o mesmo, só que para isso as agências terão de entender um pouco mais de tecnologia.
M&M: Quais as metas para 2009?
RK: Pode ser um ano determinante para o amadurecimento e evolução dos canais digitais e das agências digitais.
O ano de 2009 será fortemente impactado pela conseqüência da crise econômica mundial, ainda mais para as agências que atendem clientes internacionais. Porém, para o mercado digital a crise pode ter um efeito positivo. As pesquisas mais recentes da Forrester Research apontam que os principais anunciantes irão reduzir na média 3% de sua verba, e redimensionar a distribuição dos investimentos na pizza. Porém, o meio on-line deve ter sua fatia ampliada, tomando partes dos outros meios como TV, Revista, Jornal e Rádio, por ser um meio onde se faz mais com menos e com métricas.
Devido a esse cenário futuro, as metas da Focusnetworks são aumentar a sua visibilidade no mercado interno e externo, e crescer organicamente até 45%.
Mobile Marketing – Estratégias através de SMS
por Carlos Henrique em e-Business - 23/12/08.

“Uma forma de divulgar produtos e atrair novos públicos”
É esse o intuito dessa ferramenta que se expande e explora de forma simples a plataforma mobile.
Primeiramente entenderemos o que é um SMS.:
Serviço de Mensagens Curtas ou Short Message Service (SMS) é um serviço disponível em telefones celulares (telemóveis) digitais que permite o envio de mensagens curtas (até 255 caracteres em GSM e 160 em CDMA) entre estes equipamentos e entre outros dispositivos de mão como palm e handheld, e até entre telefones fixos (linha-fixa).
SMS originalmente foi projetado como parte do GSM (Sistema de comunicação móvel global) padrão digital de telefone celular, mas está agora disponível num vasto leque de redes, incluindo redes 3G.
O termo “torpedo” é utilizado no Brasil para designar o nome das mensagens escritas que são enviadas para o celular.
Bom, de uma forma resumida já temos uma base do que seria essa tecnologia, não existe nada de mais no seu funcionamento, mas abre-se um leque enorme de opções quando tratamos esse recurso como ferramenta de promoção e divulgação.
Com o crescimento absurdo da venda de celulares, e esses mesmos aparelhos contendo diversos recursos, viu-se uma brecha para explorar esse uso intenso. Trata-se de uma nova ferramenta de propaganda, ao qual grandes marcas já fazem uso dela.
O uso da Internet por meio desses dispositivos ainda não é de fácil acesso para as classes C e D, e os recursos de cada aparelho celular diferenciam-se. A estratégia foi utilizar os recursos que são nativos de todos os aparelhos, ou seja, o SMS. Confira a seguir alguns dados:

Nestes números podemos perceber porque o grande foco em criar estratégias utilizando o recurso de SMS, justamente por ser o recurso nativo de todo e qualquer aparelho celular e pelo baixo custo de envio e recebimento.
O futuro das buscas
por Alexandre Araújo em e-Business - 25/09/08.
Atualmente a busca de informações na internet é utilizada por quase todos internautas, sejam usuários leigos ou usuários avançados. As buscas realizadas são bastante simples, sem filtros muito complexos, como por exemplo, uma busca de documentos disponíveis na internet abordando um assunto específico.
A maioria dos buscadores online oferecem formas complexas de buscar arquivos, como é o caso do líder de mercado, o Google. Indexando bilhões de páginas estáticas e dinâmicas e também arquivos em Flash (um dos últimos grandes anúncios, antes do Chrome) com uma qualidade de relevância e um volume de usuários que torna o Google a melhor escolha (até o momento) para realizar buscas na internet.
Atualmente o Google consegue capturar quase 60% do mercado de buscas da internet, o que deixa pouco espaço para concorrentes, porém há algumas semanas atrás ocorreu um fato curioso que fez a grande empresa a tomar algumas atitudes ao menos, duvidosas. Segundo notícias, a companhia, um dia após o lançamento de um buscador inovador chamado Cuil (que alega indexar mais de 1 trilhão de páginas), fez uma declaração que está indexando mais páginas do que muitos achavam. Isto gera algumas especulações, uma delas seria: Porque a empresa deixou para divulgar a notícia apenas após o lançamento do Cuil?
Pelo simples fato de que o Google pode não ser mais o líder de mercado daqui a alguns anos, no que se refere à busca, pois isso ocorre com a maioria das empresas de tecnologia, que cedo ou tarde deixam de liderar o segmento, como a IBM, que teve de focar apenas em mainframes porque a Dell estava adquirindo cada vez mais a fatia de seu mercado, ou como o browser Netscape, aplicativo desenvolvido pela Netscape Communications que começou sua jornada no início de 93 e em meados da década de 90 assumiu a liderança, capturando 80% dos internautas, porém perdeu o domínio quando a Microsoft numa estratégia questionável até hoje, começou a integrar o seu navegador Internet Explorer de forma nativa no sistema operacional. Como podemos ver o mercado é muito exigente, a supremacia não vive para sempre e a queda é iminente.
Não estou colocando uma ‘praga’ no Google, estou apenas escrevendo o óbvio. O Cuil foi desenvolvido por engenheiros que já trabalharam no Google e sabem a metodologia da empresa e seus objetivos, sabem como é feita a indexação das páginas e também quais são suas possíveis falhas.
É claro que, o Cuil ainda tem muito que aperfeiçoar, ele ainda é prematuro e precisa de alguns anos para tornar-se um atrativo para os usuários e isto requer tempo, dinheiro e uma estratégia vencedora para ganhar espaço no multimilionário mercado de buscas da atualidade.
A Próxima Pequena Grande Coisa
por Rafael Kiso em e-Business - 01/09/07.
Pedaços de códigos chamados Widgets abrem a porta para o marketing viral através de redes sociais. Será ele o início da Web 3.0?
Um widget web é um pedaço portátil de código que pode ser instalado e executado dentro de qualquer página HTML pelo usuário final sem requerer compilação ou algo do tipo. Eles são semelhantes aos widgets que existem nas aplicações desktops, principalmente no Windows Vista e no Mac. Outros termos sinônimos de widgets web são gadget, badge, módulo, cápsula, snippet, mini e flake. Os widgets são tipicamente parecidos com pequenas janelas ou caixas, que carregam uma funcionalidade de terceiro. O resultado pode ser ter seus vídeos favoritos do YouTube dentro do seu site, por exemplo.
Mas os widgets também podem ser a janela para venda de produtos e serviços ou até mesmo para propagandas customizadas. Por exemplo, criar um que toca suas músicas favoritas e direcionar os usuários para um site que as vende.
A corrida em busca de terreno na web está se tornando uma corrida ao ouro pela rápida disseminação de desenvolvedores, empresas de mídia e varejo, que estão “widgetizando” suas aplicações, vídeos, e produtos, e colocando-os em outros sites. As pessoas estão gastando cada vez mais tempo em blogs, comunidades e redes sociais como Orkut, Facebook, MySpace, Hi5 e Tagged. E nesse sentido, criar widgets é como desencadear uma nuvem de vírus. Eles podem carregar sua loja, serviço ou propaganda para qualquer site ou página da rede. E se as pessoas gostarem do seu widgets, elas irão espalhar para milhares de outras pessoas. Você poder ganhar uma escala muito grande em pouco tempo.
Esse movimento começou em maio, quando o Facebook anunciou que iria abrir seu código e passar parte do poder econômico e de distribuição para os desenvolvedores de widgets. Enquanto o MySpace permite que seus usuários colem aplicações em seu site, o Facebook deu alguns passos a frente e permitiu os desenvolvedores acessarem os dados do perfil de seus usuários para aumentar a utilidade dos widgets. Além disso, o Facebook criou áreas discretas onde os desenvolvedores podem ficar com 100% da receita gerada pelo e-commerce ou publicidade de seu widget.
Grandes companhias de mídia, tecnologia, comunicação, entretenimento e varejo, estão entrando de cabeça nos widgets. A Reebok, por exemplo, criou recentemente um widget para o mercado chamado “Shoe Fight”, no qual te permite desenhar um tênis e colocá-lo no seu site, enquanto a IBM está plugando widgets em seus softwares, incluindo um que permite os funcionários transformarem seus e-mails não lidos em arquivos de áudio para que possam ouvir enquanto voltam para casa.
Os widgets também já fazem parte de todas as estratégias que a Focusnetworks desenvolve para seus clientes, ajudando-os a pulverizar seu conteúdo e não tentar trazer os usuários para o site da empresa. Para se ter uma idéia do movimento, o Google revelou um programa para atrair criadores de widgets no qual serão remunerados por criação. Eles também estão testando os chamados Gadget Ads, no qual permite os anunciantes tornarem seu formato estático em um conjunto de widgets com vídeos, animação, e notícias em tempo real. Os widgets permitem as pessoas personalizarem sua experiência na web e ao mesmo tempo produzir uma publicidade mais efetiva e relevante.
O que é importante observar desde já, é que com a explosão dos widgets na web, métricas como “page views” e “tempo de permanência” terão que mudar. Em um mundo onde um site pode ser dividido em centenas de pedaços, os widgets redesenharão a definição de uma página web e de uma audiência.
E as implicações no e-commerce também são potencialmente grandes. Ao invés de simplesmente construir um site aonde as pessoas vão para comprar, os vendedores podem usar os widgets para trazer a loja até os compradores. A Amazon e a Wal-Mart já possuem um widget que permite os usuários buscarem em suas lojas enquanto estão em sua rede social ou página pessoal.
O eBay também criou um widget similar ao da Amazon, só que específico para o ambiente do Facebook. Isso é o que podemos chamar de “e-commerce distribuído”.
E isso tudo é somente a ponta do iceberg. Pense no que acontecerá quando a rede social for verdadeiramente móvel. Os widgets por sua vez já possuem um visual semi-pronto para os dispositivos como o iPhone.
A relação dos widgets com as redes sociais já está se tornando a nova grande rede, e sem dúvida isso pode marcar a entrada da terceira era da Web.
Rafael Kiso é sócio-fundador e Diretor de Tecnologia da Focusnetworks Brasil.
rafael.kiso@focusnetworks.com.br
