Criação

Engajamento ao estilo japonês!

por Rafael Kiso em Criação, Geral, Tecnologia - 31/01/10.

Uma celebração sensacional do novo mundo onde o tamanho do dispositivo de gravação não é documento. A Verbatim lançou no Japão um site que desafia qualquer site já publicado até o momento. Ele é um sinônimo de como engajar o consumidor e ao mesmo tempo passar a mensagem da marca.

O site traz como novidade um campeonato chamado “Media Monsters”, onde você pode criar seu próprio monstro e ter como membros pen drives, memory cards, HDs, e lutar contra outros monstros. O mais impressionante é o ponto em que eles chegaram utilizando o Flash e ActionScript. Ao mesmo tempo em que o site é minimalista e clean, a programação para realizar os cálculos e as formas são uma obra de arte.

Divirta-se e lute contra o meu bichinho RK3!

http://www.verbatim.jp/senshuken/?id=1076863

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Realidade Aumentada

por Focusnetworks em Criação, Mídias Emergentes, Tecnologia - 22/04/09.

Realidade aumentada - Augmented Reality

Realidade aumentada, ou Augmented Reality, vem sendo adotada por grandes empresas ao redor do mundo como uma nova forma de acrescentar maior interatividade e riqueza na experiência do usuário em suas campanhas.

O conceito de realidade aumentada, tecnicamente, é possível na web graças a integração de objetos 3D e o plugin flash player, e já vem chamando a atenção através de alguns cases.

Aqui na Focusnetworks já fizemos algumas pesquisas e testes, neste que consideramos ser um grande passo para inovar a forma como nos comunicamos com o usuário, enriquecendo sua experiência em contato com objeto de divulgação da ação.

Para não ficar só no conceito, vamos ver uma aplicação exemplo que criei. :)

Para participar da experiência, basicamente, você precisará de uma webcam e seguir os passos:

  1. Imprimir um símbolo (ou marker) disponibilizado pelo autor da aplicação (imprima esse marker em PDF).
  2. Ligar a webcam e conceder permissão ao flashplayer para acessá-la (irá aparecer uma popup pedindo isto).
  3. Posicionar o símbolo impresso em frente a webcam.

Um detalhe importante a se destacar é o ambiente, que se bem iluminado, aumentará o contraste de cores do símbolo na superfície branca e o marker será detectado com mais precisão.

O vídeo abaixo mostra um case que demonstra como a criatividade associada à tecnologia pode trazer experiências inovadoras. No teste, o blogueiro imprimiu em sua camisa um marker com um código de barras que possui informação de seu login e senha do Twitter. Ao se aproximar da câmera, o marker é detectado e a aplicação exibe um balão com a foto do cara e seu último post! Veja:

O case da GE, que na minha opinião, utilizou muito bem a técnica em sua campanha e considero um exemplo de utilização inteligente da tecnologia, pois o recurso enriquece o conteúdo.

O vídeo abaixo, produzido no Japão, mostra diversas formas de se aplicar a técnica:

Nesse case da Zugara a Realidade Aumentada foi utilizada para trazer uma nova experiência sobre compras online, tornando a compra pelo computador uma experiência mais rica e palpável.

Um dos cases mais recentes foi o da produtora de games Ubisoft, que aplicou o conceito para promover o jogo Assassin’s Creed 2. No site, após assistir ao teaser trailer do jogo, clique no ícone, imprima o símbolo em pdf e depois clique no ícone que fica ao lado esquerdo da tela para ver. Acesse aqui o site.

Para ter mais informações técnicas sobre o assunto, códigos de exemplo e bibliotecas, eu publiquei alguns posts no meu blog com referências e detalhes sobre a biblioteca FLARToolKit, utilizada para a captura das formas pela webcam, assim como a biblioteca papervision 3D.

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Crianças na rede, e agora?

por Marcio Hanashiro em Arquitetura de Informação, Criação - 02/10/08.

Eu como um fã de desenhos animados, entrei no site do canal infantil Cartoon Network e me deparei com uma navegação complexa que me deixou com uma dúvida gigante sobre a forma usada para expor as informações no site. A grande pergunta é, até que ponto as crianças estão familiarizadas com as novas ferramentas da internet? Quais seriam os riscos em uma rede colaborativa com informações boas e ruins?

O site

O design do site está ótimo, informações limpas, cores bem aplicadas e os detalhes bem feitos.

blog_cartoon2

Quando digo “navegação complexa”, falo sobre o menu de personagens do site e a forma de adicionar dados ao seu usuário.

Começando pelo menu dos personagens, que necessita de quatro passos para chegar ao desenho preferido.

blog_cartoon1

  1. O menu começa com alguns desenhos abertos, a criança pode clicar em um personagem ou pode paginar clicando nos botões na lateral (que são bem pequenos)
  2. Clicando no botão “+” pode-se navegar por ordem alfabética, onde as letras estão agrupadas em blocos.
  3. Assim que a criança escolhe o bloco de letras, são mostrados os personagens referentes.
  4. A criança clica no personagem para ver a integra do mesmo.

No momento do cadastro, o site permite a criação de um avatar, que possibilita a criança compartilhar informações sobre os produtos (brinquedos), desenhos e também manifestarem suas experiências em relação ao site e as ações do canal, A utilização do avatar neste contexto surge como uma iniciativa interessante de uma ferramenta web 2.0 voltada para o público infantil.

blog_avatar

Quando cadastradas as crianças podem navegar por planetas e conversar com outros usuários.

blog_batepapo

Sites para crianças

Após pesquisar um pouco sobre os pequenos usuários, descobri que as crianças estão totalmente preparadas para as novas ferramentas da internet, e isso ocorre por motivos simples:

  1. As crianças têm tempo para ter uma experiência mais duradoura na web, isso possibilita o uso de sites que pedem um pouco mais de atenção para aprender o seu funcionamento.
  2. As escolas, os canais de TV, as propagandas espalhadas em revistas e muitas outras coisas na vida das crianças de hoje levam para a internet.
  3. Contar experiências obtidas em sites ou ações online faz parte dos principais assuntos em rodinhas de crianças.

Este é um público muito importante, no Brasil, crianças de até 11 anos de idade correspondem a 10% dos usuários que acessam a internet segundo dados do Ibope e além de ser o público alvo, quando falamos de produtos infantis, são também grandes influenciadores do público adulto.

Devido a importância e representatividade do público infantil, existem muitos sites voltados para ele e embora isso seja muito bom para o desenvolvimento social e educativo das crianças, também é preocupante em relação à segurança no meio online.

Uma grande quantidade de informações que pode não ser útil nem confiável, estão disponíveis para todos, porém na internet, qualquer um pode publicar comentários ou informações e crianças tendem a acreditar que “se está na Internet, deve ser verdade”, por isso, precisamos acompanhá-las e educá-las, para que desenvolvam habilidades para filtrar as informações disponíveis online.

A internet, por ser tão nova, ainda não tem todas as leis necessárias para proteger todos os tipos de usuários, por isso alguns órgãos estão aparecendo como a Agência Britânica para Segurança de Crianças na Internet (UKCCIS na sigla em inglês), uma nova organização criada pelo governo britânico neste ano para proteger as crianças dos sites com temas menos próprios, como o suicídio, o bullying ou a pornografia, apostando na disponibilização de informação, agindo perante os espaços online que apresentem este tipo de conteúdos nocivos.

Abaixo algumas dicas para ter uma navegação mais segura para as crianças:

  1. Incentive seus filhos a compartilhar suas experiências na Internet com você. Divirta-se na Internet junto a eles.
  2. Ensine-os a confiar em seus instintos. Se alguma coisa online fizer com que se sintam nervosos, eles devem lhe contar.
  3. Se seus filhos visitam salas de bate-papo, usam programas de mensagens instantâneas, videogames online ou outras atividades na Internet que exijam um nome, sempre colocar um apelido e nunca o nome real.
  4. Insista para que nunca informem seu endereço residencial, número de telefone ou outras informações pessoais, como onde estudam ou onde gostam de brincar.
  5. Mostre a eles como respeitar os outros online. Explique que as regras de bom comportamento não mudam apenas por estarem em um computador.
  6. Diga a eles que não devem nunca encontrar amigos virtuais pessoalmente. Explique que os amigos virtuais podem não ser quem eles afirmam ser.
  7. Ensine a eles que nem tudo o que lêem ou vêem online é verdade. Encoraje-os a perguntar a você se não tiverem certeza.

É importante que os sites voltados ao público infantil que são idôneos ensinem às crianças sobre possíveis perigos, pois a informação é a maior arma para combater sites que servem como iscas ou que contém material infantil ilegal.

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