Os termos Experiência do usuário, Usabilidade, UX e tantos outros estão em alta. No mercado de comunicação, encontramos diversos profissionais dedicados a atender essas áreas. Para quem ainda não conhece, em linhas gerais, é basicamente “um termo para o nível de satisfação geral dos usuários enquanto usam o seu produto ou sistema”¹.

O ponto de questionamento é: quem são esses usuários?

Ao elaborar um projeto de um sistema, por exemplo, provavelmente você imagina a trajetória do internauta, tenta aplicar as tecnologias e tendências atuais, estuda os devices de suporte e busca desempenhar o seu melhor. Mas isso não tem sido o suficiente. Não por incapacidade do profissional, mas de repente por um vício de análise, levando em consideração somente perfis semelhantes ao seu redor. Prova disso é a tecnologia de massa crescer na contramão da acessibilidade.

Certo dia, ouvindo um programa de rádio na Band News FM, uma ouvinte com deficiência visual reclamava da aplicação do touchscreen em quase tudo,fazendo com que eles percam a possibilidade de utilizar o tato como instrumento de apoio do dia a dia. Um exemplo citado por ela foi das maquinas de cartão de crédito com ‘touch’, pois ao frequentar bares e restaurantes, fica refém da tecnologia e sempre precisa informar a senha do seu cartão a alguém para que pudesse digitar e então pagar a conta. Perigoso, não?!

Outro ponto que muitos desenvolvedores deixam de lado é o preenchimento do atributo “alt” das imagens no HTML. Esta informação serve para oferecer um texto, caso uma imagem não apareça ou não possa ser visualizada. Esse atributo aumenta a acessibilidade do site, porque os leitores de tela usam esses textos (os que estão dentro do alt) para “ler” a imagem. De acordo com o Censo 2010 do IBGE, o Brasil tem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e 6 milhões com baixa visão. Ter um site acessível para receber este público, além de atender a Lei de Acessibilidade (Lei Nº10436 e Decreto Nº186), é muito importante para melhor compreensão do seu conteúdo.

Neste aspecto, mas nas redes sociais, quem vem realizando um ótimo trabalho é a página oficial no Facebook da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, que aplica em todos os textos de suas publicações uma “descrição da imagem para pessoas com deficiência visual”, como no exemplo:


Já para websites de conteúdo audiovisual, é importante também pensar em quem possui alguma deficiência auditiva, pois este público já ultrapassada  300 milhões de pessoas no mundo, 9,7 milhões só no Brasil, segundo o mesmo Censo. Softwares como 
Hand Talk ajudam na tradução do seu site para libras (linguagem de sinais), afim de suprir esta necessidade.

Ficou interessado? Tudo isso e muito mais você encontra na Cartilha de Acessibilidade na Web da W3C Brasil. E se você não sabe o nível de acessibilidade do seu website, você pode conferir através do avaliador online Da Silva, do projeto Acessibilidade Brasil.

Referências:
¹ FatDUX, “o que é UX?”, http://www.fatdux.com/pt/what/what-is-ux

² Lei Nº10436, http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm
³ Decreto Nº186, http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/congresso/DLG/DLG-186-2008.htm

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Analista de Mídia Online Pleno na agência Mídia Next, entusiasta do marketing digital certificado pelo Google em "Rede de Pesquisa Avançada"​ e especialista em "E-commerce para Pequenas Empresas" pela GS&MD | Ecommerce School, reconhecido pela ABCOMM (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).

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