Eu como um fã de desenhos animados, entrei no site do canal infantil Cartoon Network e me deparei com uma navegação complexa que me deixou com uma dúvida gigante sobre a forma usada para expor as informações no site. A grande pergunta é, até que ponto as crianças estão familiarizadas com as novas ferramentas da internet? Quais seriam os riscos em uma rede colaborativa com informações boas e ruins?

O site

O design do site está ótimo, informações limpas, cores bem aplicadas e os detalhes bem feitos.

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Quando digo “navegação complexa”, falo sobre o menu de personagens do site e a forma de adicionar dados ao seu usuário.

Começando pelo menu dos personagens, que necessita de quatro passos para chegar ao desenho preferido.

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  1. O menu começa com alguns desenhos abertos, a criança pode clicar em um personagem ou pode paginar clicando nos botões na lateral (que são bem pequenos)
  2. Clicando no botão “+” pode-se navegar por ordem alfabética, onde as letras estão agrupadas em blocos.
  3. Assim que a criança escolhe o bloco de letras, são mostrados os personagens referentes.
  4. A criança clica no personagem para ver a integra do mesmo.

No momento do cadastro, o site permite a criação de um avatar, que possibilita a criança compartilhar informações sobre os produtos (brinquedos), desenhos e também manifestarem suas experiências em relação ao site e as ações do canal, A utilização do avatar neste contexto surge como uma iniciativa interessante de uma ferramenta web 2.0 voltada para o público infantil.

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Quando cadastradas as crianças podem navegar por planetas e conversar com outros usuários.

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Sites para crianças

Após pesquisar um pouco sobre os pequenos usuários, descobri que as crianças estão totalmente preparadas para as novas ferramentas da internet, e isso ocorre por motivos simples:

  1. As crianças têm tempo para ter uma experiência mais duradoura na web, isso possibilita o uso de sites que pedem um pouco mais de atenção para aprender o seu funcionamento.
  2. As escolas, os canais de TV, as propagandas espalhadas em revistas e muitas outras coisas na vida das crianças de hoje levam para a internet.
  3. Contar experiências obtidas em sites ou ações online faz parte dos principais assuntos em rodinhas de crianças.

Este é um público muito importante, no Brasil, crianças de até 11 anos de idade correspondem a 10% dos usuários que acessam a internet segundo dados do Ibope e além de ser o público alvo, quando falamos de produtos infantis, são também grandes influenciadores do público adulto.

Devido a importância e representatividade do público infantil, existem muitos sites voltados para ele e embora isso seja muito bom para o desenvolvimento social e educativo das crianças, também é preocupante em relação à segurança no meio online.

Uma grande quantidade de informações que pode não ser útil nem confiável, estão disponíveis para todos, porém na internet, qualquer um pode publicar comentários ou informações e crianças tendem a acreditar que “se está na Internet, deve ser verdade”, por isso, precisamos acompanhá-las e educá-las, para que desenvolvam habilidades para filtrar as informações disponíveis online.

A internet, por ser tão nova, ainda não tem todas as leis necessárias para proteger todos os tipos de usuários, por isso alguns órgãos estão aparecendo como a Agência Britânica para Segurança de Crianças na Internet (UKCCIS na sigla em inglês), uma nova organização criada pelo governo britânico neste ano para proteger as crianças dos sites com temas menos próprios, como o suicídio, o bullying ou a pornografia, apostando na disponibilização de informação, agindo perante os espaços online que apresentem este tipo de conteúdos nocivos.

Abaixo algumas dicas para ter uma navegação mais segura para as crianças:

  1. Incentive seus filhos a compartilhar suas experiências na Internet com você. Divirta-se na Internet junto a eles.
  2. Ensine-os a confiar em seus instintos. Se alguma coisa online fizer com que se sintam nervosos, eles devem lhe contar.
  3. Se seus filhos visitam salas de bate-papo, usam programas de mensagens instantâneas, videogames online ou outras atividades na Internet que exijam um nome, sempre colocar um apelido e nunca o nome real.
  4. Insista para que nunca informem seu endereço residencial, número de telefone ou outras informações pessoais, como onde estudam ou onde gostam de brincar.
  5. Mostre a eles como respeitar os outros online. Explique que as regras de bom comportamento não mudam apenas por estarem em um computador.
  6. Diga a eles que não devem nunca encontrar amigos virtuais pessoalmente. Explique que os amigos virtuais podem não ser quem eles afirmam ser.
  7. Ensine a eles que nem tudo o que lêem ou vêem online é verdade. Encoraje-os a perguntar a você se não tiverem certeza.

É importante que os sites voltados ao público infantil que são idôneos ensinem às crianças sobre possíveis perigos, pois a informação é a maior arma para combater sites que servem como iscas ou que contém material infantil ilegal.

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