Na sessão sobre o livro Futureproof, dos autores Minter Dial e Caleb Storkey, foram respondidas questões como qual é o segredo para tornar um negócio à prova de futuro

Qual é o segredo para tornar um negócio à prova de futuro?

Como ter sucesso na transformação digital e se atualizar de acordo com as novas tecnologias?

Essas foram as questões respondidas na sessão sobre o livro Futureproof dos autores Minter Dial e Caleb Storkey, com base em sua experiência, pesquisa e muitos estudos de caso.

(Crédito: divulgação)

Minter explorou os principais fatores de sucesso, apresentando planos de ação para indivíduos, empresários e executivos:

• Ter um propósito que vá além de ganhar dinheiro;
• Manter um QI Digital de 0 a 10 em pelo menos 7. No mundo já temos mais de 100 milhões de startups em todos os setores, isso significa que QI 10 é impossível, todos os dias há coisas novas no qual não conhecemos ou compreendemos, portanto 7 é um número bem alto!;
• Manter um mindset positivo sobre as novas tecnologias e comportamentos, pois se o mindset for negativo e você achar que o futuro é uma ameaça ao seu negócio, você já está fora do mercado;
• Tenha um compromisso pessoal com a Transformação Digital, pois 84% das empresas estão falhando nessa missão por falta de comprometimento com o assunto, principalmente falta de governança;
• Comunicação é o novo sangue de qualquer organização. A velocidade de comunicação com os clientes é estratégico e se adaptar aos novos meios como apps de mensagens é fundamental;
• Transparência de marca. Mesmo diante de uma crise nas mídias sociais é importante mostrar que a marca é humana e ser transparente;

(Crédito: divulgação)

• É necessário integrar o lado profissional com o pessoal para poder se comprometer com a transformação digital. Exige muita leitura e ser autodidata fora do trabalho;
• Criar produtos, serviços e conteúdo que agrega valor para a rotina do consumidor sem interrompê-la.

Minter Dial também mostrou, através de uma tabela periódica, as 12 tecnologias mais importantes que estão destinadas a perturbar o seu negócio, ele fez uma boa reflexão sobre as principais mentalidades a serem adotadas para gerar resultados.

(Crédito: divulgação)

Antes de entrar em cada tecnologia, ele chama a atenção para que a organização tenha uma estratégia clara de transformação digital dentro da empresa, para que a adoção de tais tecnologias não seja algo aleatório, somente para dar a sensação de avanço. E, independentemente da tecnologia, é necessário consertar os problemas básicos internos antes, para que a tecnologia venha a potencializar o negócio.

Através da metologia P.I.E (Pessoal, Interno, Externo), o autor demonstra como fazer para implantar cada tecnologia.

P de Pessoal mostra como se comprometer pessoalmente com tal tecnologia, adotando-a primeiro em sua vida pessoal, para entender com profundidade seu impacto.
Exemplo para AI:

(Crédito: divulgação)

I de Interno mostra como levar a tecnologia para ser discutida dentro da organização e fazer o time se comprometer também.
Exemplo para AI:

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E de Externo mostra como levar a tecnologia para ter contato direto com os clientes e colher os frutos de tal adoção.
Exemplo para AI:

(Crédito: divulgação)

Para finalizar, o mindset de todos da organização precisa mudar de CRM para MRC, ou seja, para algo que seja Signifcativo e Relevante (M de Meaningful), Responsável e Colaborativo.

Relevante para pensarmos além do dinheiro e responder o por quê estamos no mercado. O que a organização faz tem que ser bom tanto para a alma quanto para o negócio.

Responsável para pensarmos eticamente sobre as novas tecnologias. Nenhum departamento jurídico está preparado para responder as possíveis questões legais sobre a adoção de certas tecnologias. Portanto, tenha um bom senso de ética, mas não deixe de avançar na transformação digital.

Colaborativo para se cercar de parceiros para executar tal transformação. Num mundo onde a economia é cada vez mais colaborativa, seu negócio também precisa ser. Não tente dominar sozinho tudo. Tenha parceiros para avançar rapidamente e de forma consistente.

O recado final é que numa pesquisa apresentada pelo autor, as pessoas não se importarão se 74% das marcas / empresas sumirem do mercado. Isso porque ela não são relevantes em suas vidas e podem ser facilmente substituídas por outras marcas. Um exemplo disso é se o Facebook passasse a oferecer serviços bancários, será que os correntistas dos bancos atuais continuariam sendo clientes? Pense nisso.

(Crédito: divulgação)

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