OS EXECUTIVOS DE TI ESTÃO ANSIOSOS PARA EXPLORAR A ONDA DA WEB 2.0

A recente aquisição de U$1.65 bilhões do Google Inc. pelo YouTube, o site mais popular de compartilhamento de vídeo da Internet, gera ansiedade para os negócios tentarem entender como podem aproveitar o poder das tecnologias e conceitos advindas com a Web 2.0.

Enquanto alguns deles esperam esse tipo de sucesso com ferramentas de colaboração social, muitos estão lançando blogs e wikis como parte de seu site corporativo. Muitos empregaram a técnica de programação AJAX dentro de seus sites, para torná-los mais interativos e navegáveis ou tentaram ter suas marcas mencionadas em sites como Digg e del.ici.us.

Os Blogs são, geralmente, a primeira tentativa das empresas em praticar o conceito Web 2.0. Mas muitos outros se esforçam para determinar como entrar nesse espaço. Os blogs parecem ser o ponto de partida e pelo seu histórico, ele parece ser o recurso mais fácil de ser implantado.

Além do aspecto social da Web 2.0 ser uma boa oportunidade para as empresas construírem suas marcas on-line, é ali no mercado corporativo que a real estratégia Web 2.0 começa a fazer sentido.

Em minha opinião, atualmente a maioria da empresas estão criando mais uma iniciativa tática do que estratégica para usar a Web 2.0. Eu escuto as empresas dizerem, “Nós criamos um blog. Nós estamos praticando a Web 2.0”. Isso significa que eles ainda não entenderam. Eles estão sendo muito tímidos e táticos.

Uma estratégia Web 2.0 deveria ser mais parecida com uma reengenharia e não um complemento do site.

Não pense muito sobre isso e crie essa iniciativa de mudanças nos processos do seu negócio. Dê ferramentas para seus colaboradores e eles poderão automatizar e reinventar seus processos. Permita que seus cliente e parceiros de negócios gerem várias idéias para o seu negócio. Permita-os fazerem uma reengenharia nos seus processos de negócio, porém de uma forma controlada.

A Web 2.0 na Intranet

Explore o conceito Web 2.0 dentro das empresas, o que significa usar ferramentas de colaboração pela Intranet somente pelos funcionários. Quando pensamos em diferentes tecnologias e onde elas podem se encaixar dentro de um conjunto de soluções, os wikis geralmente aparecem. Por exemplo, os engenheiros de uma empresa podem usar wikis para compartilhar idéias e conceitos com outros

engenheiros. Mas há certas considerações que precisam ser lembradas. O marketing também olhará e usará esses wikis para desenvolver  seu trabalho.

Levando a Web 2.0 para as Empresas

Andrew McAfee, um professor associado de tecnologia e gerenciamento de operações da Harvard Business Scholl, disse uma frase muito clara sobre a Web 2.0: “Some very useful things can emerge from these new modes of collaboration”.

McAfee, o qual clama a ser reconhecido pelo termo Enterprise 2.0, que se refere a utilização de Web 2.0 dentro de empresas (e atrás do firewall) para melhorar a colaboração, diz que isso será um fenômeno de negócios, maior que a própria TI, mas que a TI será essencial para o sucesso dessa nova geração.

Podemos levantar cinco recomendações dele para os gerentes de TI:

  • Fornecer um fórum ou plataforma onde os funcionários possam colaborar e se comunicar. Nota-se que os sistemas de gerenciamento do conhecimento (KM) já permitem esse tipo de atividade. Mas, diferente do sistema de gerenciamento do conhecimento tradicional, a colaboração Enterprise Web 2.0 é baseada nos funcionários. Os gerentes não ditam os termos dessa colaboração.
  • Preparar um wiki empresarial e demonstrar isso para pessoas influentes, ajudará o resto da empresa se interessar e usar o recurso.
  • Criar blogs internos para todos os funcionários e incorporá-los dentro de diretórios internos, para que assim, os usuários possam ver que há um blog.
  • Tentar preparar um sistema de bookmarking social, para que os usuários possam ver que tipo de conteúdo seus colegas estão “taggeando” na Internet.
  • Os CIOs precisam participar disso tudo desde o começo para garantir a integridade dessa plataforma.

Pelas clássicas medidas de performance do CIO, essas tecnologias não são atrativas. Elas não são terrivelmente caras, portanto você não precisa de uma grande verba para isso. E você não precisa de muita gente para manter os serviços. Se um CIO estiver interessado em construir novas capacidades e ajudar a empresa a fazer coisas que não podiam fazer antes, essas tecnologias são fantásticas. O acesso a essas ferramentas dentro da intranet pode criar um “ecosistema para feedbacks”.

Rafael Kiso é sócio-fundador e Diretor de Tecnologia da Focusnetworks Brasil.
rafael.kiso@focusnetworks.com.br

About The Author

Leave a Reply

Your email address will not be published.